É rapaz ou rapariga?
Sempre que vejo uma mulher à espera de bébé, tenho este reflexo imediato de perguntar se a mãe já sabe o sexo do bébé. Não sei se é da falta de assunto, se é uma maneira desastrada que tenho de mostrar interesse por aquela barriga, mas a pergunta é inevitável.
O sexo da criança é uma das primeiras coisas que nos reconforta sobre o que vai sair dali...Só fui mãe uma vez, e era muito nova, para os dias de hoje era quase uma adolescente. Não sabia de todo para ao que ia (ainda bem). Lembro-me que quando disseram que era rapaz, foi o momento em que fiquei realmente consciente que ia ser mãe. Como se aquela informação contivesse uma lista detalhada das características e desafios que o meu filho me iria apresentar.
Lembro-me de uma vez ter tido um pesadelo horrível, em que nascia uma rapariga com uma cabeça tão grande que era completamente deformada. Eu sentia uma angustia enorme quando a via e que não gostava dela,mas já não havia nada a fazer agora estava ali. No sonho eu chorava muito.
O meu filho tinha uma cabeça de alfinete quando era pequenino mas, nada de muito estranho. Quando o vi pela primeira vez achei-o muito esquisito. Não senti aquele amor que se vê nos filmes. Estava completamente anestesiada, e só queria saber se tinha os dedos todos. Não queria nada pegá-lo, nem dar de mamar como sugeriram as enfermeiras, com aquela voz melosa e calma das brasileiras.
O Zequinha nasceu em Belo Horizonte, a capital de Minas Gerais,uma cidade que não deve nada à beleza. Estava só eu e o Zeca (pai dele). A minha mãe chegou no dia seguinte à noite.
O meu amor pelo meu filho foi crescendo.Não foi imediato. Demorei um bocado a começar a gostar mesmo dele. Tinha o instinto maternal e nada lhe faltou, mas não sentia aquele amor de mãe caloroso que agora sinto. Foi um amor crescente. Mas sentia uma culpa enorme, por não sentir logo aquele amor de anúncio de margarina.
Olhando para trás, dá vontade de rir só de pensar que o sexo da criança nos dá alguma segurança sobre o que esperar.
O meu filho só tem 6 anos, e já tive tantas surpresas durante o desenvolvimento dele.Coisas aconteceram que nem nos meus mais perturbados pensamentos imaginaria. Os gostos dele são completamente diferentes dos meus. Encanta-se com coisas que eu não tenho a menor afinidade, e obriga-me a pensar nessas coisas, mesmo sem vontade. Eu que sempre fui daquelas alunas que quando uma das disciplinas ia desparecer do meu percurso como EVT/Artes etc...fazia tudo pelos mínimos.
Agora deparei-me com um filho que gosta de pescar, cantar, pintar.Não gosta de conversar, nem de contar coisas sobre a vida dele. Não gosta de comer. Precisa de rotina e de saber com antecedência o que vai acontecer nos próximos tempos.
O meu oposto em quase tudo.
Hoje vi um filme médio mau, que tinha a seguinte mensagem : Deus não nos dá o que pedimos, e sim o que precisamos.
Tenho muito a aprender com este filho. Que soube que era rapaz logo na 11ª semana. Mas que, a cada dia, me surpreende e desafia de formas que nunca imaginei, nem quando me confirmaram que era um rapaz.
O sexo da criança é uma das primeiras coisas que nos reconforta sobre o que vai sair dali...Só fui mãe uma vez, e era muito nova, para os dias de hoje era quase uma adolescente. Não sabia de todo para ao que ia (ainda bem). Lembro-me que quando disseram que era rapaz, foi o momento em que fiquei realmente consciente que ia ser mãe. Como se aquela informação contivesse uma lista detalhada das características e desafios que o meu filho me iria apresentar.
Lembro-me de uma vez ter tido um pesadelo horrível, em que nascia uma rapariga com uma cabeça tão grande que era completamente deformada. Eu sentia uma angustia enorme quando a via e que não gostava dela,mas já não havia nada a fazer agora estava ali. No sonho eu chorava muito.
O meu filho tinha uma cabeça de alfinete quando era pequenino mas, nada de muito estranho. Quando o vi pela primeira vez achei-o muito esquisito. Não senti aquele amor que se vê nos filmes. Estava completamente anestesiada, e só queria saber se tinha os dedos todos. Não queria nada pegá-lo, nem dar de mamar como sugeriram as enfermeiras, com aquela voz melosa e calma das brasileiras.
O Zequinha nasceu em Belo Horizonte, a capital de Minas Gerais,uma cidade que não deve nada à beleza. Estava só eu e o Zeca (pai dele). A minha mãe chegou no dia seguinte à noite.
O meu amor pelo meu filho foi crescendo.Não foi imediato. Demorei um bocado a começar a gostar mesmo dele. Tinha o instinto maternal e nada lhe faltou, mas não sentia aquele amor de mãe caloroso que agora sinto. Foi um amor crescente. Mas sentia uma culpa enorme, por não sentir logo aquele amor de anúncio de margarina.
Olhando para trás, dá vontade de rir só de pensar que o sexo da criança nos dá alguma segurança sobre o que esperar.
O meu filho só tem 6 anos, e já tive tantas surpresas durante o desenvolvimento dele.Coisas aconteceram que nem nos meus mais perturbados pensamentos imaginaria. Os gostos dele são completamente diferentes dos meus. Encanta-se com coisas que eu não tenho a menor afinidade, e obriga-me a pensar nessas coisas, mesmo sem vontade. Eu que sempre fui daquelas alunas que quando uma das disciplinas ia desparecer do meu percurso como EVT/Artes etc...fazia tudo pelos mínimos.
Agora deparei-me com um filho que gosta de pescar, cantar, pintar.Não gosta de conversar, nem de contar coisas sobre a vida dele. Não gosta de comer. Precisa de rotina e de saber com antecedência o que vai acontecer nos próximos tempos.
O meu oposto em quase tudo.
Hoje vi um filme médio mau, que tinha a seguinte mensagem : Deus não nos dá o que pedimos, e sim o que precisamos.
Tenho muito a aprender com este filho. Que soube que era rapaz logo na 11ª semana. Mas que, a cada dia, me surpreende e desafia de formas que nunca imaginei, nem quando me confirmaram que era um rapaz.
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