Relacionamentos - A maior lente sobre nós mesmos
Queixas, dúvidas, medos, tudo isto nos assola sempre que estamos num relacionamento. Muitas histórias dão certo, muitas nem por isso...Todas elas servem de pano de fundo nas mesas dos cafés, para debatermos as culpas de cada um.
Quem nunca se sentou numa mesa a discutir relacionamentos alheios, e a tomar partido de um membro do casal? Se um deles for nosso amigo, tendemos sempre a protegê-lo, e a tornar o outro, um filho de Satanás. Assim como fazemos com os nosso próprios relacionamentos, sendo a outra parte claro está, o tal filho de Satanás.
A verdade é que não há culpados definitivos, nem anjinhos de plantão. Há sim, pessoas que têm actos de má fé, e outras que se deixam iludir por demasiado tempo sobre esses actos.
Quantas vezes não ouvimos uma história de um casal que acaba em traição, e no momento ficamos completamente indignados,pois tínhamos a certeza da boa fé e do amor entre os dois.
Mas, quando vamos analisar o casal de mais perto, apercebemo-nos de que a história não foi bem assim.Que havia sinais óbvios dados por uma das partes, que simplesmente foram ignorados pela outra.
É por isso que quanto mais velhos vamos ficando, mais difícil é de nos encantarmos por alguém.Esses sinais que no passado tendíamos a desvalorizar, agora já não conseguimos.
O nosso auto-conhecimento vai aumentando, e estamos mais cientes daquilo que queremos e, daquilo que nos faz bem. Resumindo: ficamos mais chatos. Quem não quer ficar chato, começa a relevar certas evidências no outro, que mais cedo ou mais tarde irão transparecer na relação. E, quando isso acontecer vão reclamar da vida, vão-se vitimizar, vão chorar. Mas esquecem-se que por medo de ficarem sozinhos, lá no início, desprezaram sinais mais do que evidentes, de que aquela relação iria fracassar.
Hoje em dia, já ninguém é obrigado a ficar com ninguém, por isso, quando o calo aperta e, os tais sinais do início, transformam-se em comportamentos insuportáveis, a grande maioria dos relacionamentos acaba. É então que se inventam novas formas de florear estes factos.
Hoje já não se diz que uma relação fracassou, diz-se que deu certo durante x tempo, até acabar.Assim, é mais bonito e reconfortante.
Tudo isto me leva a querer que, os fracassados no amor, são na verdade uns fracassados a tomar decisões e em auto-conhecimento.
O problema está em nós, e não na pessoa que está ao nosso lado,ou com quem tentamos começar um relacionamento. Somos o nosso próprio boicote. E, é isto que mais custa quando as coisas começam a dar para o torto.
Escolher bem, não significa escolher alguém sem defeitos. Significa escolher alguém cujos defeitos teremos capacidade e paciência para relevar. E que essa pessoa também tenha a mesma paciência em relação aos nossos. No fundo, que o lado bom do outro seja suficientemente cativante e interessante, para nos ajudar a ficar, nos dias em que o lado mau transparece. Será uma evolução constante.
Selecionar bem o nosso parceiro de vida implica, não só perceber o outro, como a nós próprios.Sabermos bem os nossos limites, as nossas fragilidades, o que nos desafia e motiva.
Por outro lado, o mais forte é aquele que tem maior capacidade de mudança. Então, se nos treinamos para sermos os mais fortes, o nosso interior está constantemente em mudança.
Assim sendo, como escolher bem hoje se amanhã, eu já não sou eu?
A sensação de impotência toma conta de mim outra vez.
E voltamos à frase porto seguro - Não há relacionamentos que não dão certo, há relacionamentos que dão certo por um certo tempo.
Vou dormir mais reconfortada, ainda assim, sem certeza de nada.
Quem nunca se sentou numa mesa a discutir relacionamentos alheios, e a tomar partido de um membro do casal? Se um deles for nosso amigo, tendemos sempre a protegê-lo, e a tornar o outro, um filho de Satanás. Assim como fazemos com os nosso próprios relacionamentos, sendo a outra parte claro está, o tal filho de Satanás.
A verdade é que não há culpados definitivos, nem anjinhos de plantão. Há sim, pessoas que têm actos de má fé, e outras que se deixam iludir por demasiado tempo sobre esses actos.
Quantas vezes não ouvimos uma história de um casal que acaba em traição, e no momento ficamos completamente indignados,pois tínhamos a certeza da boa fé e do amor entre os dois.
Mas, quando vamos analisar o casal de mais perto, apercebemo-nos de que a história não foi bem assim.Que havia sinais óbvios dados por uma das partes, que simplesmente foram ignorados pela outra.
É por isso que quanto mais velhos vamos ficando, mais difícil é de nos encantarmos por alguém.Esses sinais que no passado tendíamos a desvalorizar, agora já não conseguimos.
O nosso auto-conhecimento vai aumentando, e estamos mais cientes daquilo que queremos e, daquilo que nos faz bem. Resumindo: ficamos mais chatos. Quem não quer ficar chato, começa a relevar certas evidências no outro, que mais cedo ou mais tarde irão transparecer na relação. E, quando isso acontecer vão reclamar da vida, vão-se vitimizar, vão chorar. Mas esquecem-se que por medo de ficarem sozinhos, lá no início, desprezaram sinais mais do que evidentes, de que aquela relação iria fracassar.
Hoje em dia, já ninguém é obrigado a ficar com ninguém, por isso, quando o calo aperta e, os tais sinais do início, transformam-se em comportamentos insuportáveis, a grande maioria dos relacionamentos acaba. É então que se inventam novas formas de florear estes factos.
Hoje já não se diz que uma relação fracassou, diz-se que deu certo durante x tempo, até acabar.Assim, é mais bonito e reconfortante.
Tudo isto me leva a querer que, os fracassados no amor, são na verdade uns fracassados a tomar decisões e em auto-conhecimento.
O problema está em nós, e não na pessoa que está ao nosso lado,ou com quem tentamos começar um relacionamento. Somos o nosso próprio boicote. E, é isto que mais custa quando as coisas começam a dar para o torto.
Escolher bem, não significa escolher alguém sem defeitos. Significa escolher alguém cujos defeitos teremos capacidade e paciência para relevar. E que essa pessoa também tenha a mesma paciência em relação aos nossos. No fundo, que o lado bom do outro seja suficientemente cativante e interessante, para nos ajudar a ficar, nos dias em que o lado mau transparece. Será uma evolução constante.
Selecionar bem o nosso parceiro de vida implica, não só perceber o outro, como a nós próprios.Sabermos bem os nossos limites, as nossas fragilidades, o que nos desafia e motiva.
Por outro lado, o mais forte é aquele que tem maior capacidade de mudança. Então, se nos treinamos para sermos os mais fortes, o nosso interior está constantemente em mudança.
Assim sendo, como escolher bem hoje se amanhã, eu já não sou eu?
A sensação de impotência toma conta de mim outra vez.
E voltamos à frase porto seguro - Não há relacionamentos que não dão certo, há relacionamentos que dão certo por um certo tempo.
Vou dormir mais reconfortada, ainda assim, sem certeza de nada.
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